Fix you.

E no meio de tantos caminhos, eu escolhi o mais errado, o mais dolorido, o mais incerto. Agora, tudo o que eu queria era voltar pra casa, e consertar tudo. Sabe aqueles momentos em que a solidão, apesar de escura e amedrontadora, conforta? E pra onde quer que você olhe, você não acha o caminho de volta? São as cartas não entregues, são as conversas inacabadas. Tudo aquilo que fora cortado pela metade. E que dificilmente vai ter volta. É a saudade de alguém que foi embora, é o arrependimento de não ter agido de uma forma coerente, é o amor que virou indiferença. É disfarçar, falando que perdoou. É manter as aparencias. É guardar tudo dentro de si, sem poder extravasar. É querer voltar a trás pra fazer melhor. É poder aprender com o que passou. É o momento. Tudo aquilo que não se pode voltar. E sim lembrar e seguir em frente. É sentir o abraço da tia que se foi, o cheiro da comida da vovó que não vai voltar mais. É se ver sozinho, mesmo rodeado de tanta gente. É tentar viver e não conseguir. É querer morrer por um segundo. E voltar pleno. É aprender a nadar sem boias, e andar de bicicleta sem rodinhas. É começar a andar sem apoio de ninguém. Você com suas próprias pernas. É tentar, sem barra de segurança. É cair, cair, cair, e não ter certeza se vai levantar.


